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Mostrando postagens com o rótulo LIVROS

Fedro - Platão: Um diálogo de Sócrates sobre o Amor, Amizade e a Sapiência

  O Fedro (Phaedrus) é um famoso diálogo  escrito por Platão por volta de 370 a.C. A obra narra um encontro entre Sócrates e o jovem Fedro nos arredores de Atenas. Um livro que discute os limites da linguagem escrita e da arte do discurso retórico. Além de debater, beleza, verdade e o  amor.

Na Hora da Zona Morta (The Dead Zone, 1983): David Cronenberg adapta Stephen King em filme com Christopher Walken

Acompanhamos a John “Johnny” Smith, que é apaixonado por Sarah, vivendo uma vida relativamente tranquila no estado do Maine. Após um encontro romântico, Johnny sofre um grave acidente de carro e entra em coma. Depois que ele acorda, ele desenvolve uma ultra sensibilidade e começa a prever o futuro com seu toque. Logo, ele começa a ser chamado pela polícia para pegar um criminoso que ameaçava mulheres. 

Grande Sertão: Veredas (1956) – A obra-prima de Guimarães Rosa que mostra que o Local pode ser Universal

  É a obra-prima absoluta da nossa literatura contemporânea, tem força, identidade e regionalismo contando de um Brasil quase desconhecido para todos. Guimarães Rosa inovou muito, não usou o português padrão, “para viver e escrever, um léxico só não basta”, transformou a prosa nordestina em língua universal.  “ O sertão é do tamanho do mundo”. E o mundo é do tamanho que era Guimarães Rosa e sua obra. 

Dom Casmurro (1899): Como Machado de Assis criou o maior enigma da literatura brasileira

Livro publicado em 1899, o romance que acompanha a vida de Bento Santiago, conhecido como Bentinho, o "dom casmurro" ou em tradução mais simples "Mister Grumpy" "o senhor rabugento", que narra sua própria história já na maturidade. Bentinho relembra da sua juventude no Rio de Janeiro, do seminário de padres que abandonou, especialmente seu amor por Capitu, que viria a ser sua esposa. Esse paradigma feminino ficou para a história, como o primeiro livro que visa ser contra a toxidade do comportamento masculino abertamente. 

Fernand Braudel: Escritos Sobre a História, (Écrits sur l'Histoire, 1969) - A Longa Duração e a Interdisciplinaridade nas Ciências Humanas

  Livro publicado no Brasil na coleção Debates, da Editora Perspectiva, de 1969, Paris. Uma coletânea que organiza aulas e artigos sobre metodologia em História e história da historiografia, reunidos em um livro publicado por esforço de amigos do historiador. Braudel também deu aulas na USP para nomes como Sérgio Buarque de Holanda e Fernando Novais. 

Robinson Crusoe – O primeiro romance moderno e o gênero de aventura de Daniel Defoe

Robinson Crusóe acompanha a jornada de Robinson, um jovem inglês que desafia os conselhos da família para seguir o chamado do mar. Após uma sequência de viagens marcadas por ambição, comércio e perigo, ele sofre dois naufrágios, e acaba chegando em uma ilha isolada que vive por anos, na companhia de um amigo, um nativo, Sexta-feira, que havia salvado uma vez. Robinson Crusoe tornou-se um dos romances mais influentes da literatura ocidental, publicado originalmente em 1719 por Daniel Defoe, da Editora de Oxford.

História da Literatura Brasileira de Luciana Stegagno Picchio (Parte I): Uma análise e resumo da Literatura Nacional desde a Colonização até o Século XIX

  Esse livro teve sua primeira edição em 1972, de uma autora italiana chamada Luciana Stegagno Picchio,(com título original La letteratura brasiliana , volume 42 da coleção, em 50 volumes, Le letterature dei mondo (da coleção A Literatura do Mundo). Da editora Sansoni-Accademia, (publicado em Florença-Milão). 

Casa Grande e Senzala (1933) de Gilberto Freyre: A primeira interpretação culturalista do Brasil

  Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, parte de uma pergunta central: como se formou a sociedade brasileira a partir do encontro entre portugueses, africanos e indígenas? A explicação proposta rompe com os determinismos raciais ao afirmar ser positiva a influência africana e indígena,  desebvolvendo uma forma de análise de cultura nova, envolvendo identidade, a língua e a raça, os hábitos, valores, práticas cotidianas e formas de convivência múltipla do povo brasileiro em geral.  O que fez desenvolver no ambiente colonial, apesar da colonização e da escravidão, traços positivos sobre a miscigenação, e reverte a eugenia como padrão dos estudos de cultura e antropologia. Inaugurando os modernos estudos culturais no Brasil. Há aqui uma comparação do deep south e o plantation com o caso brasileiro. 

O Guarani (1857): O Indigenismo de José de Alencar na Construção do Mito Nacional

  Peri e Ceci - pintura de Horácio Hora, 1882.  O Guarani, de José de Alencar. No interior do Rio de Janeiro do século XVII, em uma região de mata fechada, habita uma jovem brasileira de pai estrangeiro que morava em um casarão isolado perto da Serra dos Órgãos, moravam em uma sesmaia concedida pelo Mem de Sá (primeiro governador do Rio de Janeiro). Ceci morava com o pai e a irmã em meio a uma briga de tribos indígenas, ela gostava de Álvaro de Sá (um português) e ia se casar com ele, quando sua casa ficou cercada de possíveis invasores, Ceci conhece Peri, um leal goitacá que passa a jurar proteger sua vida em meio a guerra. Os Goitacás (ou Goytacazes) disputavam no território em volta da fortaleza rural junto aos Aimorés (os temidos Botocudos). 

Machado de Assis: Suas Três Fases e a Repercussão Internacional de sua Obra

  Machado de Assis, nascido em 1839, o maior escritor brasileiro e criador da ABL (Academia Brasileira de Letras), cresceu no Morro do Livramento, na zona portuária, era filho de uma imigrante dos açores que era lavadeira e de um pintor, filho por sua vez de escravos libertos em vida. Ele escreveu crônicas, laudos, peças de teatro, poesias e romances marcantes. Se tornando o maior escritor brasileiro de todos os tempos. Mas quais seriam suas fases? E qual repercussão sua obra teve? Nacional e internacional?

Era uma casa portuguesa, com certeza? — A história da criação do português brasileiro

  O nosso português brasileiro se formou a partir de múltiplas influências, primeiro o português arcaico (o português trazido pelos colonizadores) e aos poucos,  foi transformado pelo contato com línguas indígenas, sobretudo do tronco Tupi-Guarani (que nomearam grande parte do nosso território), e pelas línguas africanas trazidas por povos escravizados, principalmente dos grupos iorubá e banto, que marcaram a forma de falar do brasileiro, a sonoridade e expressões culturais.  Já nos séculos XIX e XX, o Brasil passava por sua independência, e parte desse processo incluiu a formação de uma literatura nacional mais autônoma e orgulhosa, junto com a chegada de italianos, alemães, espanhóis, árabes e japoneses, que também deixaram traços no vocabulário e nos usos da língua. O Brasil foi forjado em tradições diversas. Tupi or not tupi? That is the question? 

A Visão do Paraíso (1959), de Sérgio Buarque de Hollanda: Do Éden Tropical à Cordialidade Brasileira

Sérgio Buarque foi o maior pensador e estudioso, e sociólogo brasileiro. Embarcamos e analisamos suas principais teorias. Na sua teoria, analisamos O Novo Mundo e o Brasil, que passaram a ser o  “paraíso terrestre” dos novos colonizadores e mais do que um mito distante (a do éden tropical), a visão sobre um paraíso funcionou como uma lente de interpretação do qual viajantes, cronistas e lançados interpretaram a América Latina(especialmente o Brasil) como uma terra fantástica de abundância e redenção. De um lado viam como espaço selvagem a ser domado, de outro se frustravam com a falta de domínio efetivo e total sob o território brasileiro. 

François Quesnay: A terra como a maior riqueza

  François Quesnay (1694–1774) foi o fundador da escola fisiocrata. Quando pensamos em análise econômica, poucos lembram dele, mas sua influência é grande. Teve também inspiração na China e na sua economia agrícola planificada. Nesse vídeo, percorremos um pouco do pensamento de Quesnay em seu livro Quadro Econômico (Tableau Économique), de 1758. 

Deus é Brasileiro (2003): Wagner Moura e Antônio Fagundes em adaptação de conto de João Ubaldo Ribeiro e filme de Cacá Diegues

 Deus é Brasileiro é um filme de 2003 do diretor Cacá Diegues. Além do filme contar com Wagner Moura, Paloma Duarte, Stepan Nercessian, Chico Anysio, e Antônio Fagundes no icônico papel de Deus. Deus (Fagundes) fica cansado e decide tirar férias das obrigações, por isso começa a procurar um substituto na Terra, mas erra muito por querer escolher pro cargo de santo um homem ateu e que não quer saber de adoração.  Deus é brasileiro 2 está com uma continuação prevista ainda para esse ano.  

(1902) Os Sertões - Euclides da Cunha e seu Erro Metodológico

A primeira publicação de Os Sertões ocorreu em 1902 e em pouco tempo, houve 3 edições, sendo sucesso literário.  A Guerra de Canudos (1896–1897) e foi um conflito travado entre o exército nacional brasileiro e seguidores de Antônio Conselheiro (fígura mística do sertão fundador de uma seita monarquista). 

Machado de Assis: Politica e Modernidade

Machado de Assis era um ser essencialmente moderno. Falando vários idiomas, não branco e vindo de uma família pobre, é incrível ver como o nosso bruxo do Cosme Velho sabia ser um homem e autor moderno e como tinha atuação no mundo político da época. 

A Odisseia: O poema épico fundador da literatura ocidental

  A saga da volta de Ulisses (Odisseu) para casa em Ática e suas maravilhosas aventuras na volta da Guerra de Troia. Acompanhando aventuras que dura mais de 20 anos. A resistência de Penélope e a fúria dos deuses contra Ulisses.  O poema data de aproximadamente (750-700 a.C.) no período da Grécia Antiga. Embora narre eventos situados na Era Micênica (por volta de 1200 a.C.). 

Retrospectiva de Livros de 2025: Lista de Livros que li no Ano

Leituras do ano: Foram 14 no total (contando apenas os livros que terminei). Alguns livros eu li de novo, como A Ilha Perdida, ou O paradoxo do Comediante.  O ano de 2025 viu algumas modas passageiras mas insistentes, teve o encontro de Lula e Trump, e a prisão de Bolsonaro por crime de golpe de Estado (algo que nunca tinha acontecido no nosso país). 

O elogio de Montaigne aos Índios Brasileiros

 Michel de Montaigne, em seu famoso ensaio “Dos Canibais”(1580), faz uma reflexão pioneira sobre os índios tupinambás (do Brasil, que pôde ver ao vivo), baseando-se em relatos de viajantes franceses que haviam estado no Brasil durante a França Antártica).  Montaigne teria se inspiradk em relatos como os de André Thevet e, principalmente, Jean de Léry (em sua obra "Viagem à Terra do Brasil").

Helena, de Machado de Assis: A ilegitimidade na família tradicional e o adeus de Machado ao romantismo

Em Helena (1876), Machado de Assis mistura romance, segredos de família e crítica social em uma trama que começa com uma herança e termina em revelação. Sob a aparência de um enredo romântico, o autor esconde uma história sobre origem, honra e os limites do amor em uma sociedade que olha por cima do ombro e cobra por uma moralidade inexistente, enquanto se espera por um problema para lavar a honra 


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