A dialética hegeliana é frequentemente resumida à ideia de que os opostos se atraem e se confrontam tese, antítese e síntese mas essa leitura superficial esconde uma dinâmica ideológica que hoje marca o senso comum. Não se trata apenas de forças contrárias que se encontram para gerar algo novo: a polarização radical que vemos não é um confronto livre entre dois extremos, mas uma articulação previamente montada.