A história da modernidade acompanha a história das evoluções tecnológicas, e os videogames são parte importante desde processo. Desde a criação do jogo soviético Tetris, até as últimas novidades dos últimos consoles, muitos são os jogos que podem nos ensinar. Uma lista de jogos que além de divertir, falam de história, educação e cultura.
1) Tetris

Pajitnoy era engenheiro de informática no Centro de Computadores da Academia Russa de Ciências, sendo uma novidade por ser achado um público alvo inédito até agora.
Primeiro, começamos falando sobre o surgimento da indústria de vídeogames, e de um jogo feito em 1984. Com o fim da guerra-fria, toda a parafernália da época da guerra-fria e da corrida espacial tinha deixado simuladores que se transformaram nos primeiros vídeogames, a lógica do tetris parece a do "jogo da cobrinha" dos primeiros celulares que nos lembramos, como o "tijolão" da Nokia que tinha uma versão desse jogo. A lógica simples de preencher os espaços brinca com a noção de espaço, representação e planejamento da mente em questão de poucos segundos.
2) Super Mario 64
Mais um jogo de console da Nindento 64.O icônico personagem do encanador, surpreendeu a todos com uma narrativa simples onde o herói é um working class hero que tenta resgatar uma princesa).
Jogos de plataforma estimulam sempre o raciocínio lógico e não é diferente dos primeiros jogos clássicos do Super Mario, o encanador italiano também segundo artigos científicos ajuda a aumentar o hipocampo cerebral e ao cérebro identificar as noções de 3D em adultos mais velhos.
3) Half-Life
Um jogo com muita ciência, que emula a realidade e que também apresenta as mecânicas de jogo de tiro clássicas.
Em Half-Life, os jogadores precisam literalmente pensar para sobreviver. A mecânica é do jogador de primeira pessoa, ao estilo CS (Counter-Strike), mas com valores de sociedade envolvidos nas escolhas dos jogadores.
4) Bully
Apesar de muito censurado e muito discutido como um mal exemplo para os jovens, alguns detalhes tem que ser lembrados.
Por exemplo, o jogo mostra a realidade péssima do sistema educacional privado americano. Em nenhum momento do jogo é mostrado sangue, e nem mesmo o bullying é mostrado de uma maneira positiva. O protagonista Jimmy inicia o jogo defendendo-se de bullying e da péssima relação familiar. A escola, funciona como um sistema de gangues e de diferenças de tipo de pessoas e hábitos, possuindo o grupo dos greases (motoqueiros), como o grupo dos preps (dos playboys ricos), como também tem o grupo dos nerds e o grupo dos esportistas também.
Acompanhamos a vida de James, um jovem largado pela família em uma escola de ricos em decadência, e que tem que se acostumar com o próprio sistema de hierarquia e aprendizagem que envolve o bullying.
Detalhes do jogo demonstram sua intenção educacional, como dificultar o jogo daqueles que tentam cabular as aulas, uma vez que se o jogador estiver fora das aulas no horário de aulas, as autoridades (como inspetores e policiais) perseguem constantemente Jimmy para levá-lo para aula. Outra coisas, é que se aprende a namorar com a ajuda das aulas de inglês ou artes, ou pode-se aprender novos movimentos de luta nas aulas de educação física, fora algum golpe especial ninja com um mendigo que mora perto da escola. O objetivo do jogo é começar a ganhar crédito e aprender a desenvolver desculpas e retórica que agrade aos fiscalizadores de postura, os monitores que se veem você fora da aula, podem te caçar a vontade.
Um excelente jogo para evidenciar o punitivismo, o sistema de hierarquias padrão, as péssimas condições das escolas por conta de corrupções diversas. É um jogo que é bem realista e jovem com o que é ofertado como educação padrão aos jovens, mesmo em escolas privadas. E apesar de haver momentos de violência, de maneira geral ninguém no jogo morre e sua violência é relativamente menor do que a do universo Harry Potter.
5) GTA Andreas San Andreas
O jogo GTA normalmente é considerado um dos jogos não gostados por retratar a violência, roubos e sequestros. Mas o jogo GTA San Andreas fala sobre algo único para a história americana, os chamados 'distúrbios de 1992 Los Angeles', que geraram muita revolta contra a corrupção policial, como mostrado no videogame com o policial Frank Tenpenny (dublado por Samuel L. Jackson) e falar sobre o histórico conflito de gangues e sua territorialidade no game.
6) Pokémon
O ambientalismo sempre toma espaço no universo mágico Pokémon, essa e outras lições sobre classificação e catálogo científico, é isso que você vai encontrar em Pokémon, onde os personagens principais são voluntaristas e socialistas e os vilões tem emprego fixo e nunca desistem de "tentar pegar o Pikachu". Os jogos da franquia GBA fizeram muito sucesso com o aparelho do Gameboy, apesar de ser muito caro para a realidade brasileira, hoje em dia, muito desses clássicos rodam em emuladores e aí podemos também jogar os clássicos, até mesmo para Nindento Switch, com jogos como White and Black, chegando até a nova geração de Paideia, com Liko e Roy.
O mundo Pokemon é divertido e educativo, ensinando a ideia de coletar com a Pokedex, algo extremamente científico, já que o criador de Pokemon, o Sathosi (o Ash) quando criança, queria ser entomologista, mas acabou fazendo curso técnico de computação e ajudou a criar a maior parte do universo Pokemon.
7) Red Dead Redemption 1 e 2
O primeiro jogo, o Red Dead 1, começa falando sobre início do século XX. Em 1911 acompanhamos John Marston, quando ele precisa vingar o sequestro de sua família, através de ser agora um informante de agentes federais. Red Dead Redemption 2, voltamos ao John Marston como jovem, acontecendo o segundo vídeogame antes na linha do tempo do que o primeiro. No segundo, as referências de muito filmes como, The Big Country, The Wild Bunch, O Estranho Sem Nome, Unforgiven e The Proposition.
Até hoje, Red Dead Redemption é o videogame mais caro já feito, além de super divertido, é uma grande aula sobre western e filmes de faroestes em geral que retratam as relações entre a fronteira mexicana e americana, falando esse segundo game da guerra mexicano americana. A ideia refutada do "sonho americano" e a ligação disso com o ideal do cowboy é colocada a prova pelo jogo.
8) Spec Ops
Uma série de missões de exército americano, em formato de tiroteio em terceira pessoa. No fim do jogo, há um questionamento importante, onde refletimos ser nós mesmos os verdadeiros vilões da história, para mostrar o default da ideologia americana padrão.
9) Medal of Honor
Medal of Honor é uma série de jogos de tiro em primeira pessoa, de 1999, o primeiro game desenvolvido pela DreamWorks, e depois renomeado de 'Danger Close Games'. É um jogo que ensina sobre a história da Segunda Guerra que foi criado com base em roteiro original de Steven Spielberg, que fez também "Resgate do Soldado Ryan" sobre o mesmo tema. É para o console da geração dos PlayStation em 1999.
10) Wolfenstein
Wolfenstein é uma série de jogos, também sobre a temática da Segunda Guerra, esse desenvolvido pela Muse Software. É centrado na tentativa de combater nazistas que estariam desenvolvendo força sobrenatural e ocultas para ganhar a guerra.
11) The Witcher
The Witcher é uma série de 6 livros e 15 estórias curtas escritas pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski, e que viraram videogame e até mesmo recentemente uma série.
Contando com uma narrativa fantástica que facilita muito uma adaptação em games, vemos um banho de referências ao folclore polonês e também retirados da mitologia eslava.
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