Debate presidencial do segundo turno: Lula (PT) × Flávio Bolsonaro (PL), o encontro foi mediado por César Tralli, nos Estúdios Globo, Rio de Janeiro . O formato seguiu três blocos temáticos + um bloco livre + considerações finais; serviço Fato ou Fake da Globo já começou a checar as declarações dos dois candidatos.
Principais pontos dos primeiros blocos (até agora);
Flávio foi sorteado para começar e perguntou sobre obras paradas, sendo que Lula respondeu que eles herdaram todas as obras paradas do governo do pai dele. Lula comenta que ele parece alguém que memorizou temas pra o vestibular
1. Economia e emprego
- Lula defende o superávit comercial do seu governo, investimentos na indústria nacional e programas de renda; diz que o país voltou a crescer depois de anos de retração .
- Flávio critica os gastos públicos e a alta carga tributária; promete cortes de despesas federais e incentivos para pequenos negócios e capacitação profissional .
2. Segurança pública
- Flávio voltou a falar em “guerra ao crime organizado”, propõe classificar grandes grupos criminosos como terroristas e integrar bancos de dados de segurança em todo o país .
- Lula defende o fortalecimento da polícia federal e parcerias com estados, além de ações de prevenção à violência, não só repressão .
3. Saúde e SUS
- Flávio apresenta proposta de uso de tecnologia e telemedicina no sistema público .
- Lula questiona risco de privatização do SUS e defende a recuperação do atendimento básico nos municípios .
- Lula voltou a cobrar esclarecimentos sobre o caso Vorcaro e propôs novamente a abertura dos sigilos bancários e telefônicos de ambos e suas famílias. Flávio rebate com críticas sobre investigações envolvendo familiares do presidente e gestão de recursos públicos nos últimos anos.
Uma das pautas foi o Norte.
Após Flávio Bolsonaro mencionar a região Norte do país em sua fala, Lula direciona seu argumento para a gestão de Ricardo Sales, classificando‑o como inimigo dos povos indígenas, por conta de ações que teriam prejudicado a proteção de terras e populações da Amazônia.
Em seguida, apresenta o potencial da economia verde e sustentável para a região, destacando o Fundo Amazônia como instrumento central para investimentos que aliem preservação ambiental e geração de renda para as comunidades locais.
Lula pergunta com tema de nordeste pra Flávio. Lula abre o tema sobre o Nordeste, destacando os investimentos que seu governo fez na região e a importância de fortalecer políticas para a população local. Em resposta, Flávio retoma a frase que já usou em eventos de campanha: diz que pretende ser “o carioca mais nordestino do Brasil”, afirmando que vai dar atenção especial às demandas da região, como infraestrutura e geração de emprego para os nordestinos .
Lula fala dos feitos do PT no Nordeste, de indústria automobilística na Bahia, o instituto tecnológico do ita no Ceará, citando que o Ceará tem o maior número de pessoas que passam pro instituto. Lula afirma que quer respeito aos nordestinos.
Flávio diz que vai governar até para Lula. Flávio quer colocar a narrativa de que Bolsonaro aumentou o Bolsa Família. Aqui vale correção, porque na época foi o congresso (Arthur Lira) que demonstrando descontentamento com as bases de ambos os lados quis votar 600, já Bolsonaro queria 400 reais. Aqui, ninguém é herói, e a conquista desse aumento foi mais coletivs, demonstrando a força do PT na época em pautar pelos 600.
Flávio finalmente responde a pergunta sobre ter votado contra a licença maternidade para as mulheres da casa. Agora, Flávio diz que se arrepende, e que se fosse hoje, votaria diferente. Isso aqui mostra o afinco de ganhar a eleição por parte dele. Pode prometer tudo agora. Lula pergunta ainda porqur ele chamou Bolsa Família de "bolsa farelo"?
Depois Flávio chama Lula de "nove dedos", o que é realmente ofensivo se pensarmos que Lula perdeu esse dedo devido a uma grande negligência da fábrica que não tinha médico de plantão. A diferença é sobre uma espécie de cortina de fumaça que a elite ligar para um tripléx e não ligam para uma ilha.
Flávio fala do congelamento das ideias, mas depois deriva e fala da pauta animal, legal mas sem sentido. Mas podíamos aqui se estivéssemos lá, falar daquele jornalista britânico Dom Philip que morreu denunciando crimes ambientais na amazônia.
Algo que me incomoda do discurso do Flávio é que ele fala de abaixar juros mas parece desconhecer que o BC do Brasil é independente. Seu discurso de que era somente cair a taxa pelo presidente não é nem mesmo pauta de nenhuma direita séria.
Já que se o juros fosse baixo assim e na canetada, a inflação de alimentos e de base ia ter um cenário sem amortecimento. Aí como ter aquele "colchão" de proteção contra a hiper inflação.
Lula insiste em dizer que a oposição significa corte de gastos sem medida que tirará os projetos já agendados, como pé de meia, bolsas e inveatimentos já aprovados. Lula fala da covid e do SUS e da irresponsabilidade do governo Bolsonaro. Lembrou da cloroquina e outros shows de horrores. Lembrou do nosso niteroense Paulo Gustavo e da sua mãe que falou na campanha.
Vamos, Flávio teve uma fala ótima, ele disse e eu ri alto: "a favela é potência" vindo do candidato que defende a discriminação e a entrada em favelas (grupo político da extrema direita). Lula segue outro caminho e fala sobre perdão de dívidas em geral, medidas compensatórias que não tem em todo lugar do mundo.
Lula escolhe Educação e debate a ideia de ensino integral. Aqui, o apresentador Cesár Tralli (cujo esposa é ex do Roberto Justo e já pousou pra playboy, todos sabem) demonstra que não tem muita inteligência e parece um NPC (robô), já que concordo, educação não pode ser apenas um tema exclusivo.
Senão parece a volta do fantasma do Escola Sem Partido. Lula fala dos projetos parados na época do Bolsonaro e fala do projeto cívico-militar. Lula diz : o tigrinho foi seu pai que criou e Lula pergunta da escola de tempo integral.
Flávio fala sobre "auxílio crechê" e diz que vai focar no ensino integral. (Isso aqui pareceu que alguém ligado a Globo treinou o Flávio para falar de uma pauta em comum a direita do Rio tocada pela tv Globo). Flávio mantém aquela postura de "aluno nota 7" com repetições de frases que parecem ensaiadas. Mas Lula dessa vez acha dificuldade em emplacar grandes tiradas.
Lula ignora Flávio e fala de Ana Clara e pergunta o porquê dele ter defendido o policial acusado pelo crime de atirar com fuzil na menina que morreu e que ele defendeu como advogado o policial que matou. Eu pergunto, se é a filha dele, ele ia defender?
Flávio desconversa e fala discurso punitivo qualquer. Fala de redução de da maioridade penal e demonstra a falta de conhecimento do tema, já que custaria muito aos cofres públicos essa medida.
As considerações finais de Lula, ele trouxe a questão da ilha roubada do Richardlison (jogador de futebol). Flávio se perde e fala de Whiskey caro. Lula lembra das festas de Vorcaro que ele (Flávio Bolsonaro) foi na pandemia.
Lula fala da recusa de Bolsonaro sobre a vacina na pandemia. E Bolsonaro fala de Whiskey de novo. Lula falou "quem pegou 134 milhões do Vorcaro foi você). Flávio insiste que o dinheiro do filme foi de "entes privados", sim, o ente privado Vorcaro. Lula fala de Banco Master e Vorcaro. Lula fala das surubas e bacanais dos dois abraçados que viralizaram.
Foi absurdo Flávio Bolsonaro dizer que se solidarizava com a Ana Clara, confundindo o nome da mãe da menina com a menina que foi morta pelo PM que ele defendeu de ir a julgamento. Ou seja, uma falta de respeito completa.
São muitos pontos, mas você vê a tentativa de Flávio em prometer não cortar nada do projeto do Lula, mas se isso é verdade, para que transitar o poder? Se ele vai manter tudo? Não faz sentido. Falar que é pró ônibus de graça final de semana é o cúmulo, já que ele mesmo ironizou como algo impossível antes.


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