Dia do Rock in Rio (07 de Setembro) com Roupa Nova, Guilherme Arantes, Péricles, Gilberto Gil e Elton John
No dia que comemoramos a nossa independência, no 7 de setembro, feriado nacional, o Palco Sunset recebeu um encontro que atravessou o tempo: o Roupa Nova voltou ao Rock in Rio 35 anos depois de sua única participação, em 1991, e levou como convidado especial Guilherme Arantes. Um dia com eventos marcantes, com o show principal sendo uma pedrada absurdamente estratosférica de um show contínuo do Elton John por mais de uma hora e meia.
Dom Pedro não declarou a independência como é ensinado nas escolas, mas esse show com certeza foi uma forma boa de comemorar o divórcio com a metrópole. Não foi nas margens do Ipiranga em São Paulo, mas no Rio de Janeiro que rolou o melhor evento do dia.
O feriado de independência teve gosto de música boa com o Rock in Rio desse ano. Acho que apesar de um ou outro show que podemos virar a cara, claro que sempre vai ter uma ou outra coisa ruim, esse ano teve em sua maioria bons nomes que surpreenderam e tiveram dias épicos mesmo não sendo o tema de rock.
Roupa Nova tocou além de seus maiores hits, como o Tema da Vitória do Ayrton Senna, e o primeiro tema do festival Rock In Rio.
Mas o dia de Foo Fighters coroando o que agora é já rock clássico mesmo que das gerações mais jovens. Teve Péricles arrasando cantando hits clássicos da música black americana, provando que pagode também é cultura e talento. Vanessa da Mata também foi incrível. Enfim, um dia de talentos brasileiros. Teve um show de uma diva meio irlandesa, meio chinesa e que cantou ao estilo da bossa-nova. Enfim, a indústria musical ás vezes erra muito, mas ás vezes acerta.
Foi muito lindo ver o setlist de clássicas do roupa nova, Whiskey a Go Go, Volta pra Mim, Coração Pirata, Dona. Tantas outras músicas marcantes.
Enquanto isso, vimos um show duplo super legal, ontem já teve a noite do hip hop com Jota Quest cantando as clássicas de Tim Maia, Barão Vermelho, Nelly, Black Eyed Pears, Neyo, e até o papatinho fazendo um feat com funk. O festival foi animado demais obedecendo a uma forma de clima do dia. Péricles hoje mandou muito bem com um repertório todo em inglês e de músicas muito boas.
A banda Roupa Nova empolgou mesmo, que já havia gravado o primeiro hino do evento em 1985 e se tornou um dos pilares da música nacional, apresentou sucessos de todos os tempos e novelas, como Dona, Whisky a Go Go, Linda Demais e Volta Pra Mim, em homenagem emocionante ao ex-vocalista Paulinho, falecido em 2020 . Cantamos cada uma dessas músicas e vimos uma absurda plateia para o show da banda, estava totalmente lotado.
Ao lado deles, Guilherme Arantes trouxe clássicos que fazem parte da memória de todo o Brasiln Meu Mundo e Nada Mais, Planeta Água, Cheia de Charme, fechando um ciclo raro: dois nomes que ajudaram a construir uma sessão de baladas e se hits antigos que empolgou a todos. Foi incrível como que essa foi a vibe exata para um dia que terminou vom Elton John.
Roupa Nova: a banda que emplacou mais sucessos nos rádios e novelas entre os anos de 1980 e 1990, voltou ao Rock in Rio depois de 35 anos da primeira vez que eles participaram do festival.
Dessa vez com um novo integrante por conta da morte do cantor Paulinho. A banda entregou os clássicos em uma noite fria e que com uma multidão preparada para cantar cada música. Roupa Nova, sempre digo isso, é a maior banda brasileira em termos de instrumental e na questão de ter músicas que todos conhecem, que são universais ao brasileiro.
Você tem que ser um bebê pra não cantar as músicas todas, o mais interessante é que vi até crianças e adolescentes cantando esses clássicos, a banda tem esse poder sobre o públivo.
Já Gilberto Gil animou todos com a clássica Pela Internet (a versão original). Gilberto Gil é uma lenda da música brasileira e ao se encontrar com Sir Elton John, Elton John que disse que era seu fã e que ele era uma lenda.
O setlist dele teve alguns covers como Esperando na Janela (cover antigo e já clássico) Ovelha Negra (da Rita Lee), Maracatu Atômico e Pro Fia Nascer Feliz ( Barão Vermelho. As suas músicas clássicas tocadas foram Aquele Abraco, Realce, Toda Menina Baiana.
Elton John não precisa dizer, não quis ir embora, disse que gosta muito do Brasil e do público brasileiro e se despediu ao vivo dos palcos, assim como o mestre Gilberto Gil. No seu setlist teve os clássicos Cold Heart, Your Song, Rocketman e muitos outros que animaram o público com seu energia. Ele também fez remix e medley de alguns de seus clássicos no fim.




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