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Especialistas que defendiam Hilary Clinton da "polarização" em 2016, agora a criticam: "Explosão de violência"

 



Muitos especialistas americanos e brasileiros foram em defesa de Hilary Clinton em 2016, acusando Trump de polarizar as eleições. Agora tudo mudou, e eles acusam a própria Hilary de polarizar as eleições de 2020





Isso porque a ex-primeira dama sugeriu a Joe Biden que não aceitasse de imediato uma eventual derrota.

A fala de Hilary soou nas elites da ciência política e jornalismo como um chamado para uma guerra civil. 

A Folha de São Paulo, em 4 anos, passou da postura de ultra defesa de Hilary, para agora a criticar a postura da democrata e flertar com Trump. Pablo Ortellado criticou a postura de Hilary em sua coluna no jornal, afirmando que "segundo pesquisadores" a fala da democrata representa que, um cenário de resultado apertado, poderia levar a uma"explosão de violência". 

A Globo pelo menos foi mais sincera. Desde 2016, a opinião do conglomerado é a favor de Trump e contra os democratas. Como desculpa, na época a Globo usou as reportagens do Wikileaks para ficar contra Hilary, que havia sido exposta pelos documentos.

A repentina postura mais responsável da mídia seria uma crise de consciência em relação a nossa soberania nacional? Acredito mais em crise de oportunismo.  

Nada poderia ser mais oportunista do que defender Hilary quando ela não possuía chance de ganhar, e agora que os Democratas de fato podem levar, preferem dar um passo para trás. Eles sabem que a população brasileira, mesmo que mais pobre, não nutre simpatia por Trump. 

Logo, alguns jornalistas se frustram por sua opinião ser a mesma do entregador do Uber e flertam com Trump para estabelecer certa distinção. É como dizer que nunca será fácil para o povo e para o cidadão comum estar do "lado certo da história". É uma forma de se distinguir e afirmar que não é tão fácil defender a democracia. Uma preocupação leviana em soar como populista, que parece mais preocupada na manutenção de sua bolha elitista e intelectual, e não nos problemas para democracia a longo prazo. 




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