O Brasil tem uma grande diversidade cultural e linguística. O português brasileiro armazenou e preservou a forma antiga de falar, incorporou tantas outras palavras, ainda assim, as expressões regionais surgiram em consonância com as diferenças culturais dos Estados. No Nordeste, várias expressões se tornaram conhecidas nacionalmente. Quem nunca falou que um fulano era arretado, ounque algonque bom demais (Pai d'égua) e tantas outras popularizadas por filmes e séries.
As expressões regionais ajudam a contar a história de cada canto do país, variando desde gírias locais de surpresa e alegria até formas únicas de descrever situações do dia a dia.
Isso ecooa também na luteratura. A corrente do regionalismo dos anos 1930 viu autores que utilizaram de expressões do português informal e regional, autores como José Lins do Rego e Graciliano Ramos no nordeste e Érico Veríssimo no sul. Da mesma maneira, Lima Barreto também versou com a prosa popular. Criticou isso do embeleçamento linguístico de seus pares.
Algumas das gírias e expressões mais conhecidas tem origem indígenas. Muitas expressões do Norte são influenciadas por seu passado tupi-guarani. Palavras como "cunha" para falar de meninas, e curumim para meninos mostra esse "aportuguesamento" de algumas expressões indígenas.
Palavras vindas do Norte:
Cunha: é como são chamadas as meninas ou moças.
Curumim: já essa significa menino ou garoto.
Vem do termo tupi kunã, que significava "menina" ou "criança feminina". Os indígenas usavam essa palavra para se referir às jovens de suas tribos, e o termo foi incorporado ao léxico brasileiro desde o período colonial.
Deriva do tupi kurumim, que significava "menino pequeno" ou "criança masculina". Além de se referir às crianças, em algumas tribos o termo também era usado para indicar jovens guerreiros em formação.
Carapanã – é o nome dado aos mosquitos, por exemplo, muriçoca.
Do tupi mandakaya, que referia-se a uma luta ou briga entre tribos.
- Égua: Expressão multiuso que demonstra surpresa, espanto ou admiração (equivalente a "eita" ou "caramba"). A forma inteira é: "Pai d'égua".
Algo ou alguém muito bom, legal ou excelente
- Brocado: Significa estar com muita fome.
A pessoa fala: "Estou brocado de fome".
- Égua de largura:
Significa ser uma pessoa de muita sorte.
Vindas do NORDESTE
Oxente / Oxe: Usada para expressar espanto, dúvida, surpresa ou impaciência.
Dá moléstia: Quando algo é ruim demais. Ou algo exagerado.
- Arretado: Pode significar algo incrível/muito bom ou alguém que está zangado/irritado, dependendo do tom.
- Avexado: Pessoa apressada, impaciente.
- Barril: Refere-se a uma situação que é difícil, perigosa ou complicada.
CENTRO-OESTE
- Uai: Interjeição goiana e mineira usada para expressar dúvida, surpresa ou concordância.
- Bitelo:
Usado para descrever algo grande, enorme ou muito gordo.
- Lagartear:
O ato de ficar deitado tomando sol.
- Camelo:
Gíria regional para bicicleta.
SUDESTE
- Padoca: Termo muito comum em São Paulo para se referir à padaria.
- Tá liso: Expressão carioca e paulista para quem está sem dinheiro.
- Rolê: Sair para dar uma volta, passear.
- Fazer vaquinha:
Arrecadar dinheiro em grupo para comprar algo. A expressão que muitos dizem ter nascido do jogo do bicho no Rio de Janeiro.
- Cara:
Parece vir do guarani "karai" que signigfica senhor. No Rio de Janeiro, um nativo daqui diz "cara" para qualquer pessoa não importa quem, já em São Paulo, é comum dizer "mano" ou "irmão".
SUL
- Cair os butiá do bolso:
Expressão de surpresa extrema ou espanto.
- Dar uma banda:
Sair para dar uma volta.
- Bah:
Interjeição gaúcha clássica usada para enfatizar qualquer emoção, desde alegria até indignação.
- Tchê: Forma amigável de se dirigir a alguém, muito comum no Rio Grande do Sul.
-Guri: a expressão que significa "menino" no Sul.




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