O filme Olga conta a história real de Olga Benário, uma jovem judia alemã e militante comunista. Após fugir para Moscou e receber treinamento militar, ela é encarregada de acompanhar o brasileiro Luís Carlos Prestes, que após disso planeja em 1935 a Intentona Comunista de 1935 que fracassa sem apoio. Durante a viagem, os dois se apaixonam, mas o fracasso da revolução leva ambos à prisão. É uma adaptação do livro homônimo de Fernando Morais. "Iluminar para sempre, iluminar tudo", o lema dela e do sol. A história da heroína alemã. De Jayme Monjardim e foi inspirado em uma biografia escrita por Fernando Morais, que revisa nos arquivos na Alemanha informados preciosas de Olga Benário. Com Camila Morgado e Caco Ciocle.
Olga era uma garota comunista, judia, forte, filha de um advogado social democrata, membro da elite. Decide abandonar sua estrutura na burguesia de Munique e se muda pra Berlim. Ali ela começa uma militância histórica que leva ela depois a ser secretária da juventude de do partido comunista. Em Moscou, ela escutir sobre a Coluna Prestes e conhece finalmente o revolucionário brasileiro.
Ela despertava paixões e assumiu rápido a direção da propaganda para jovens. Olga filha filha de um advogado ligado ao partido Social Democrata, já sua mãe, com quem não tinha muita ligação, era contra seu ingresso ao Partido Comunista.
Naquela época, tão inimigo era do Partido Social Democrata quanto eram dos nascistas. Aliás, isso explica a confusão toda sobre Prestes. Ele participou e foi o líder de um movimento que caminhou milhares de quilômetros.
Em 1930, vindo do nordeste e do sul, a revolução de 1930 depôs o presidente paulista (que se elegeu sem o voto do país inteiro), mas mesmo assim, Prestes não viu em Getúlio Vargas um aliado, e Getúlio que entrou pra história como coinciliador tentou de tudo para conquistar Luis Carlos Prestes.
São muitos os relatos de como ela havia feito ações sem armas de fogo reais. Ela foi ligada a Otto Braun, quem conheceu antes de Prestes. Parte do livro descreve a vida de Prestes após a Coluna Prestes na Argentina, antes que eles se conhecessem em Moscou.
Eu li o livro na juventude em pdf, e hoje em dia tenho a cópia e já li várias vezes nele também, tem imagens e depoimentos. Jaime Monjardim adapta o livro com um tom histórico acima da média. Olga escuta sobre como andaram muito ao fazer a Coluna Prestes. Andando 25 mil quilômetros a pé. Todas essas lendas que crescemos ouvindo sobre o "cavalheiro da esperança" nas palavras de Jorge Amado.
Um dia todo mundo vai ser comunista, menos a Suíça. Brinca um dos superiores de Olga. O superior diz que a tarefa de Olga era cuidar da segurança de Prestes, "fingindo ser sua mulher" e estar em lua de mel. Eles se conhecem em Moscou.
Prestes se despede da sua famosa mãe dona Leocárdia (interpretada por Fernanda Montenegro) e da sua irmã. Ele era muito próximo da sua família e a família de Prestes que fez uma intensa campanha para reaver a filha de Olga e Luis Carlos Prestes do campo de concentração.
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| A filha deles Anita Prestes junto com a irmã e a mãe de Prestes no filme. |
O filme chega abordar a tentativa do regime nazista de "parecer humanista" no caso de Olga. O ódio em relação a Olga vinha dos anos 1920, onde ela ficou muito conhecido e chegou a ser presa pela sua ligação com Otto, que Fernando Morais entrevistou bem velhinho lembrando que Olga tinha sido o amor de sua vida.
O autor do livro, que entregou biografias icônicas, como a do Presidente Lula, do Prestes e de sua esposa também, reclamou da machismo do movimento Comunista no Brasil por documentar a fama real e a biografia de Olga, se referindo a ela como "esposa de Prestes", e ela foi muito mais di que isso. Há registros de suas ações em muitos arquivos.
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Eles passam mesmo a viver juntos e viram um casal, o filme coloca eles em um navio. Eles se sentam se mesa com membros do nazi fascismo. Eram tratados de maneira cortês. Até que o homem pergunta diretamente se a mulher era judia. Em resposta, Prestes pergunta "e você advoga pelo nazi fascismo?".
Quando Prestes é comunicado que não tinha apoio, um antigo inimigo dele que o caçava, mandou Olga, grávida de 7 meses para a Alemanha de Hitler. Olga morreu em uma câmera da gás, que é talvez a cena final que revendo o filme, eu não consegui rever mais uma vez.
É um filme que é justo a um ícone internacional que ficou no meio de uma revolta fracassada. O pior da história? O mesmo Vargas acusado como algoz de Olga, entrou na Segunda Guerra contra Hitler em 1942.
O ponto de 1935 era porque a revolta comunista tinha sido na mesma onda da revolta integralista (da extrema direita), a acusação aos grupos era de radicalismo e extremismo frente a tomada d epoder da "aliança liberal" de Getúlio. Resumindo, Prestes estava no timing errado e Olga, absurdamente corajosa e independente, realmente "protegeu" o marido e figura com a história da sua gravidez.
O que se propunha enquanto governo? Por isso, muito do que acusamos parte de uma ideia de "inimigos históricos". Se Olga conseguia fazer ações armadas e dobrar o regime nos anos 1920, o mundo era muito mais tenso uma decada depois, quando ela já era esposa de Prestes aqui no Rio de Janeiro.
Os dois passaram a lua de mel em Nova Iorque e se frustaram ao perceber que os líderes sindicais americanos queriam o modelo garantista unicionista sindical de Getúlio, gerando problemas com a visão do que era visto como comunismo na América.
Na Alemanha, os nazistas centralizam o poder e aumentam o cerco contra ações armadas dos grupos operários e comunistas. Não havia solução para uma questão de época.
Aliás, o mundo inteiro vivia o debate entre revoluções (burguesas) × democracias liberais. O problema de Prestes foi que na époxa da Coluna Prestes todos o admiravam por sua coragrm prática e pela deposição de Artur Bernardes. Mas o que se propunha para além da derrubada
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| A ação que começa o filme, Olga rende um soldado para libertar um companheiro e faz isso sem armas reais. |
Infelizmente, para que Prestes (o mito, a lenda) pudesse viver, Olga se sacrificou pensando que se não fizesse escândalo na mídia, eles iriam matar a Prestes e não acho que ela estava errada em seu medo.
Enfim, uma mulher tão corajosa e tão potente que acabou sendo uma das milhares vítimas do nazi-fascismo na europa da época. Servindo para garantir que o governo depois rompesse em defitivo com a Alemanha, isso ocorreu junto para Brasil e Estados Unidos, em 1942.
Mas tenho que dar aquela opinião final, muitos vão condenar o Getúlio Vargas, mas também, precisamos entender que o presidente se matou pelo país e no seu velório, milhares de pessoas, pessoas especialmente mais pobres choravam e juraram vingança.
Gerando no Brasil uma trégua das forças de ditadura militar que se desenvolveria com o governo de coalizões que se formou no período posterior do Estado Novo (com General Dutra como representante da direita brasileira da época).
Getúlio passou para a história como uma imensa que academicamente é massacrada, mas que é defendida com unhas e dentes pelo povo mais pobre, por causa dos direitos trabalhistas, do voto para mulheres, da formação das primeiras grandes empresas e instituições nacionais, a Petrobrás, Camex, bancos de desenvolvimento, a diversificação da produção nacional e o começo de uma política fiscal marcaram ele como o maior presidente da historia, melhor que Perón, melhor que Cárdenas, melhor que todos eles. Mas então porque que Prestes nunca aceitou ser aliado de Getúlio?
Quando foi ter sua lua-de-mel em Nova Iorque com Olga ficaram chocados em descobrir que oa sindicalistas americanos eram presos se sonhassem remotamente com os direitos que o trabalhador brasileiro já tinha. Quem fala isso é o Fernando Morais, que é do PCdob e sabe disso. Ao retratar a realidade dos expurgos e os tribunais comunistas de "auto crítica" do partido.
Digo contraditório, pois Getúlio Vargas entrou na guerra contra Hitler depois. Talvez sem Olga Benário, isso nunca teria ocorrido. Já que foi colocado como sua culpa a repressão a Prestes (que excedia até apenas os aliados de Getúlio e chegava em setores militares a
Fernando Morais não amacia no seu livro nem mesmo sobre Prestes que foi biográfico e íntimo. Ele revela o lado radical da crença, do grupo e das práticas mas também sabe navegar as águas do romance ao contar desde a obtenção dos documentos, como foi a saga que fez atrás de fontes sobre Olga Benário e que haveria achado um tesouro junto aos museus dos aliados e na Alemanha, achando fontes sobre suas ações armadas e processos do regime contra ela.
É incrível pra mim é como realmente foi corajosa e mesmo grávida protegeu Prestes da morte e sua história era uma mulher muito evoluída, instruída (falava 4 idiomas), uma bolchevique perfeita e que por isso não entendia como estrangeira, que Getúlio era um caminho possível, e Morais no livro levanta as contradições de Prestes, que depoia da Coluna Prestes, foi morar na Argentina e arrumou emprego por lá, e que lá que elw foi convidado por Astrogildo Pereira para ingressar no Partido Comunista (o partidão clássico) de Moscou.
Mas foi vetado até que suas ações repercutiram em Moscou e Moscou desceu um telegrama apenas dizendo para aceitar ele. O que acho que ele quis dizer é que quando se filia a um projeto assim, por mais admirável que seja em teoria, acaba por ser como um seita ou mafia que exige um completo rompimento com os valores sociais democratas ao você ir pra "clandestinidade" .
Houve sim perseguiçao aos comunistas, mas era de cima, automático da sociedade conservadora e católica padrão, mas havia o PSB e havia a criação do PTB e de dentro do Ministério do Trabalho, partido que deu origem teórica ao PT e ao PDT, além de existir até como como nomeclado e através de várias junções com outros partidos, o PTB ainda existe (apesar de ser um outro partido ligado a refundação com Ivete Vargas).
O que Morais tentou abordar é quando se é vítima de ser um personagem histórico e faz isso ao descrever a vida militar e um pouxo de elite de Prestes, no sentido de formação, já que nos anos 1920 enquanto Olga rendia soldados em julgamentos, Prestes se unia a setores militares e de classe média, e depois não mais ao radicalizar a sua ideia. Pior ainda, se pensar que em 1935, quem se rebeleu naquele ano foram os comunistas e os integralistas (a extrema direita), ter uma revolta naquele contexto era precisamente tudo que Getúlio Vargas queria.
Esse é o ponto todo. Por fim, o casal tem uma das histórias mais fascinantes e cinematográficas e crescemos vendo esse filme várias vezes. Mas precisamos nos situar pra não cair na emoção, por mais que seja, é claro permitido admirar o casal, mas mais que isso, admirar a Olga Benário e sua coragem incorruptível. Realmente, ela não deveria ter sido deportada para a Alemanha. A questão é o debate em torno da culpa/omissão disso.









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