A historia é inspirada na figura de Ana Jacinta de São José. Na série, Araxá é uma pequena cidade de onde vem Beja, uma mulher que vai abalar as estruturas conservadoras dessa pequena cidade. Elenco com Grazi Massafera como Dona Beja, David Junior, André Luiz Miranda, Bianca Bin e Deborah Evelyn. A narrativa acompanha a ascensão como mulher independente em Minas Gerais do século XIX. A série estreou dia 02 de Fevereiro na HBO Max e tem sido alvo se cobertura e comentários diversos. Uma nova ficção de época e brasileira.
O remake tem Grazi Mazzafera em seu melhor papel de sua vida aqui nessa série, ela atua bem, parece ter se esforçado pro papel. Mais uma versão de Dona Beja, um clássico tão adaptado, de novo e de novo. Um elenco cheio de atores conhecidos e uma proposta claramente influenciada por produções estrangeiras.
O interessante é reparar quão poucas produções que época temos no Brasil. Machado de Assis só foi adaptado mesmo poucas vezes. quando pensamos em filmes nossos de época, lembramos de "O Quatrilho", ou mesmo O Xangô de Baker Street. Eu gosto muito de produções de época, ainda mais quando é sobre o Brasil.
A HBO trouxe uma série que se situa entre Brigderton e The Guilded Age, com tons de faroeste em momentos. Beja e Antônio são noivos, até que ela é sequestrada por um português vigário e sua vida muda radicalmente e o casal é destruído. Enfim, uma história de tragédia inicialmente. Demonstra essa corrupção na era regencial, mostra machismo, racismo e renta cruzar essa crítica.
A série tem muita nudez e escorrega com trilha sonoras de "empoderamento" com muito anacronismo. Mas é uma tendência mais de Bridgerton que The Guilded Age (série histórica com maior rigor de produção). Claro, muito é revisado sobre o poder feminino na época. Muitas leituras viam Dom Pedro como playboy e sua esposa como articuladora junto a José Bonifácio, só pra dar exemplo de como era na história factual.
Essa versão tem atores que todo o público ama. A atriz de O Xangô de Baker Street que escolhi se capa é porque sou fã dela que sempre fez poucos papeis e que sempre teve tanto talento interpreta uma pintora casada com um advogado, que também é um ator famoso. Tem o Othon Bastos, Elizabeth Savala.
A série além da Grazi tem a Bicanca Bin no papel de Catarina de esposa de Antônio, o amor de Beja. O remake tem escolhas diferentes de casting se comparar com a versão clássica com o Maitê Proença.
Tem a personagem da amiga trans de Beja, tem o surgimento da "casa" de Jatobá, a chácara que Beja compra. Depois, ela começa a escrever um folhetim que todos passam a ler. Bem interessante esse plot aqui.
O primeiro episódio começa com uma espécie de romance desde a infância entre Antônio e Beja. O problema é que ela vai nessa festa e é sequestrada por um vigário português horrendo e isso destrói a sua vida.
Ao longo dos episódios, Beja parece que vai sim se vingar do português, mas no caminho ela vira outra pessoa.
Dá certa pena da esposa de Antônio, a Catarina (Bicanca Bin), porque ela parece sofrer de machismo e falta de personalidade. Mas ela tenta, coitada. Meio sem noção já que a atriz é tão bonitinha.
Na série, Antônio parece não gostar mesmo da esposa e sim da agora dona de bordel de luxo, Beja. Beja volta e escandaliza. Antes se vinga, mas passa a ter uma relação de amor e ódio com Antônio. Ela descobre que Catarina está grávida e quer também ter um filho de Antônio. Beja faz eventos e elitiza o negócio da prostituição.
Tem um episódio que a pintora interpretada pela atriz Thalma de Freitas, que é mãe de João outro amigo de Beja, ela tem que provar que é ela a autora das suas pintoras e não seu falecido marido, sendo que agora ela é casada com um advogado que a defende. O juiz é interpretado por Othon Bastos.
Mas essa versão tem ouro, muito mais que isso e mostra uma preocupação um pouco woke de tema e feminismo fora de época, aquela coisa da "história da vida privada" das amantes, mas o melhor da série é mesmo esses novos núcleos. É uma série que pede spin offs. Tem um elenco muito bom em geral a série.
Tinha que ter mais de 10 series como esta. Muito boa a intenção geral de produção. Dá pra perdoar os excessos e erros em prol do entreterimento.
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| Pintura da Ana Jacinta da vida real. Personagem que inspirou Dona Beja. |






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