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As Trilhas Sonoras que Mais Marcaram o Cinema Nacional

A música brasileira e o cinema nacional sempre caminharam de mãos dadas, tecendo uma parceria que transformou telas em memórias coletivas e canções em verdadeiros personagens das histórias contadas. De Sérgio Sampaio a Caetano, de Maria Bethânica a Chico Buarque, o cinema nacional pode ser não apenas visto, ele pode ser ouvido também. 


Trilhas sonoras que se tornaram tão icônicas e marcaram época, músicas que ajudaram a emocionar em cenas, a composição de artistas de diferentes gerações e gêneros, do samba à MPB, do forró à música popular urbanas, não apenas embalou cenas e diálogos, mas deu alma, ritmo e identidade às narrativas, refletindo a diversidade, a dor, a alegria e a alma do país em cada nota ou melodia que decoramos desde o berço.


Essas melodias atravessam décadas, permanecendo vivas na memória do público, como se fossem fios que unem as histórias do cinema à própria essência do Brasil. As músicas nos projetos não funcionavam apenas como fundo, mas como elementos ativos da narrativa e da crítica social.



1) Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) - (O que será, Chico Buarque).






Foi trilha-sonora das cenas de Vadinho e de sua esposa Sonia Braga em Dona Flor e Seus Dois Maridos, adaptação de Jorge Amado.


2) Lisbela e o Prisioneiro (Você Não me Ensinou a Te Esquecer), do Caetano, Espumas ao Vento do Zé Ramalho. Uma versão icônica de Caetano ao violão que embala o jovem casal de Lisbela e o Prisioneiro, clássico de Guel Araes.


3) É Proibido Fumar (2009) Tatuagem do Chico Buarque




Você escuta essa música no filme umacomédia romântica brasileira com Glória Pires, É Proibido Fumar (2009) apresenta a música de Chico Buarque, incluindo "Tatuagem" . 




4) Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. 




Sérgio Sampaio nos filmes de Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. 


Os filmes clássicos e muito conhecidos de western de Glauber também venderam a musica de Sérgio Sampaio, o mesmo cantor que foi vaiado no festival de 1967 e quebrou o violão no meio da apresentação ao estilo The Who.


 Sérgio Sampaio teve uma carreira de sucessos, mas seu trabalho nos filmes de Glauber fizeram ele ser ouvido no mundo inteiro. Glauber teria pedido ao amigo "faça uma música nordestina", ele disse que não saberia mas compôs esses hinos que parecem rapsódias medievais que acompanham a história de algum cavalheiro barroco,  músicas como Romance do Deus Diabo", "Sertão Vai Virar Mar" e "Reza de Corisco". 



Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964): Sérgio Ricardo compôs a trilha sonora antológica, incluindo canções como "O Sertão Vai Virar Mar" e o canto que embala a célebre corrida final de Corisco. 


Essa aqui até Scorcese é fã e foi Scorcese o amigo e fã de Glauber Rocha antes dele mesmo ser famoso. Aliás, Sérgio Sampaio depois fez muitos trabalhos em filmes que todos nós conhece. 

A canção "Filme de Terror" é uma das faixas do aclamado álbum Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua, lançado por Sérgio Sampaio em 1973 tocou muito e tem esse apelo cinematográfico Ele fez a música inédita "A corda ré" de Sérgio Sampaio foi adaptada e incluída na trilha sonora do filme Rasga Coração (2018), dirigido por Jorge Furtado é uma contribuição recente.


5) Orfeu Negro (1959)




Filme histórico que ganhou o Oscar com um tema carioca, possuia um marco histórico que levou o som de Vinicius de Moraes, Luiz Bonfá e Antônio Carlos ao filme francês que levou o Oscar adaptando uma peça de teatro de Vinicius de Morais. 







06) Bete Balanço (1984) (Bete Balanço)




tinha a trilha sonora do Barão Vermelho e foi marcante para toda uma geração. Esse filme marcou uma geração com a ideia de liberdade feminina representada pela personagem da Débora Bloch interpretandonuma garota de Minas Gerais que vem para o Rio de Janeiro tentar virar uma cantora famosa. A trilha-sonora desse filme é ímpar e representou uma época. 

As músicas do filme: 


 1. "Bete Balanço" (a musica tema da protagonista) 




2. "Nosso Caso De Amor" 



3. "Vídeo-Game" 


4. "Mecenas De Maizena"


5. "Meditando"


6. "Sempre Juntos" 


7. "Toda Cor


8. "Me Chama 


9. "Blues Motel" 


10. "Amor, Amor" do Barão Vermelho 



7) Aquarius (Taiguara, Gilberto Gil, Maria Bethania). 




Um dos filmes nacionais mais elogiados dos últimos anos, “Aquarius” conta a história de Clara (vivida por Sônia Braga), que se nega a vender o apartamento em que morou a vida toda, resistindo ao assédio de uma construtora que quer demolir o prédio enquanto Clara ainda vivi ali praticamente sozinha.



Como, na história, a protagonista é uma crítica musical aposentada, ela possui uma vasta coleção de discos de vinil. As canções do filme foram Hoje (Taiguara), O quintal do vizinho (Roberto Carlos), Pai e mãe (Gilberto Gil), Um jeito estúpido de te amar (Maria Bethânia), Nervos de aço (Paulinho da Viola). 




Ao longo de décadas, o cinema brasileiro não apenas contou histórias, mas as cantou. Cada canção escolhida, cada composição feita especialmente para uma tela, carrega consigo parte da nossa memória afetiva e ajudam a lembrar dos filme.  




8) Ainda Estou Aqui (É Preciso Dar um Jeito, Meu Amigo, Erasmo Carlos).




Dirigido por Walter Salles e vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, Ainda Estou Aqui (2024) não apenas conta a história real de Eunice e Rubens Paiva em plens ditadura militar brasileira ele canta essa história, com uma trilha sonora que não é fundo, mas sim voz, memória e resistência. Ambientado principalmente em 1970-1971, o filme reúne canções da MPB, Tropicália, da Jovem Guardae músicas selecionadas a dedo, todas escolhidas com rigor narrativo sublime. 

O filme que nos deu finalmente o Oscar foi um filme que soube usar a trilha-sonora nos momentos certos. Erasmo Carlos que morreu recentemente, era considerado o "Elvis" brasileiro e era de uma tendência menos politizada, mas com essa música, ele fez bem mais que um protesto silencioso contra a ditadura, diria que foi contundente e belo e sentimos, cansados juntos como ele o espírito de "chega" e cansado com os tempos de ditadura.










Os filmes Menino do Rio (1982) e Garota Dourada (1984), ambos dirigidos por Antônio Calmon (nosso diretor formado em sociologia) e ambos já fiz aqui no blog antes, são filmes que mostram a carterinha de cultura carioca da pessoa, formam um dos pares mais icônicos do cinema juvenil brasileiro. A cultura do surf, a profissionalislzação da praia e a desilusão da juventude em filme que marcou época e estilo. 

Mais do que histórias de amor, praia e liberdade  são filmes musicais na essência. Suas trilhas não apenas acompanham as cenas: elas definem o espírito dos anos 80 no Brasil, misturando pop rock, MPB e a energia de uma geração que queria viver intensamente .
 
 
 
As faixas foram lançadas pela gravadora CBS e produzida por Guto Graça Mello, a trilha de Menino do Rio se tornou uma das mais amadas da história do cinema nacional. Reuniu nomes que estavam mudando a música brasileira, com direção musical de Nelson Motta .
 
 
- "De Repente, Califórnia" - Ricardo Graça Mello (composta por Lulu Santos e Nelson Motta). A música de abertura, que já anunciava o clima de sonho e aventura.




- "Tesouros da Juventude" - Lulu Santos. Hino de uma geração que descobria a vida e a música pop .
- "Garota Dourada" - Rádio Táxi. Composta por Wander Taffo, Lee Marcucci e Nelson Motta, foi o primeiro grande sucesso da banda e se tornou tão marcante que deu nome à continuação do filme, dois anos depois.



- "Corpos de Verão"  Bebel Gilberto. Uma voz suave e doce que embalou os momentos mais românticos.

- "Sob o Azul do Mar" - Ricardo Graça Mello e Guilherme Arantes. A beleza do Rio em cada nota.

- "Perdidos na Selva" - Gang 90 & As Absurdettes. A irreverência do rock paulista na trilha.



 "We Got the Beat" e "Our Lips Are Sealed"  The Go-Go's. 

A energia do new wave internacional foi muito influente para essa música de rádio, como as músicas de rádio da Maldita FM, que tocou as músicas de toda geração queria ouvir rock no rádio. Isso foi de um filme gravado em parte na nossa cidade de Niterói chamado Aumenta que é Rock n Roll








Já a sequência contando com a linda Bianca Byington tem toda uma história de festival e bandas, com o fundod e cenário o velho Circo Voador. 


- "Como Uma Onda" — Ricardo Graça Mello. A música-tema, composta por Lulu Santos e Nelson Motta, perfeita para o clima de mar e amor .



- "Era Uma Vez Um Verão" — Guilherme Arantes. Canção que dá tom nostálgico e doce ao filme .
- "Romance e Aventura" — Ricardo Graça Mello, em dueto com Marina Lima. Toda a magia do encontro .
- "Baby Meu Bem" e "Menina Veneno" — Ritchie. O charme e a elegância do cantor que marcou os anos 80.



- "Eu Quero Sim" — Guilherme Arantes e também Andrea Beltrão .
- "Vinte Garotas num Fim de Semana" — Leo Jaime e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados .




- "Tric-Tric"  - Sérgio Mallandro .
Algumas fixas internacionais também como "Doot-Doot" (Freur) e "Taking a Cold Look" (i-Ten) completavam a atmosfera pop dos anos 80 .

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