Uma lista dos maiores álbuns da maior banda de rock de todos os tempos. Beatles (os besouros) marcaram a história e viraram a trilha-sonora da geração dos jovens boomers. O som era associado com a rebelião do corpo, elemento que faria do conjunto inglês a marca do século. Confira essa seleção pessoal sobre os 5 álbuns inesquecíveis da banda britânica.
A história dos The Beatles é a história ds geração boomer, era a banda favorita do meu pai e de vários dessa geração, os garotos de Liverpool, nos anos de 1950 conquistaram o coração do mundo inteiro. John Lennon formou sua primeira banda juntos antes enquanto tocavam na Alemanha.
Paul McCartney juntou-se ao grupo em 1957, seguido por George Harrison em 1958. Mas foi ao assinar com um produtor famoso que a banda fez seu primeiro cd. Eles fizeram dois álbuns mais comerciais e explodiram como bandinha da moda bos EUA.
Lembro que vi recentemente um filme chamado Yesterday que falava sobre um jovem britânico que acordou um dia e apenas ele lembrava das músicas dos Beatles, o filme do Danny Boyle que falava um pouco sobre o efeito da beatlemania. A piada é boa, mas os Beatles são inesquecíveis enquanto banda.
Confira em baixo os melhores álbuns, sem ordem de qual é o melhor. Já que todos são tão bons. Se é o dia do Rock, vamos lembrar de quem seria os "pais" do rock moderno.
1. A Hard Day's Night (1964)
Álbum que foi lançado no auge da "Beatlemania" global após os dois primeiros álbuns, já havia muitos fãs jovens da banda, mas os Beatles não tinham provado um som mais complexo até então, esse álbum foi a resposta as críticas a banda.
É um álbum que se sitia no início da profissionalização da banda. Eles saem dos hits fáceis e entram no campo da consagração. Esse álbum é o álbum do ano da ditadura militar no Brasil e de dois anos anos da Inglaterra ganhar sua única copa em 1966. Os fenômenos pops estavam em alta e fortes.
O álbum serviu como trilha sonora do filme homônimo uma espécie de longa-metragem que mostrava os Beatles lidando com a fama repentina. Foi o primeiro disco do grupo composto inteiramente por músicas escritas por John Lennon e Paul McCartney (sem covers, como havia em álbuns anteriores). Sem músicas de produtor dessa vez.
Faixas como a tema "A Hard Day's Night" falam para uma classe operariada jovem que não podia para se rebelar além de trabalhar era pensar com os romances e namoros e garotas.
Músicas também como "Can't Buy Me Love" e "And I Love Her" se tornaram hinos com a temática de leve refutamento ao capitalismo. O álbum consolidou os Beatles como compositores talentosos, não apenas intérpretes, e marcou o início de sua ascensão como fenômeno cultural além da música.
Depois disso, Rubber Soul (1965) foi marcante também e marcou uma virada completa da postura "boazinha" de bons moços que a banda vinha fazendo. O surgimento do The Doors e o aprofundamente do cenário musical latimo fez os Beatles tentar desenvolver uma sonoridade mais aberta e alinhada a ritmos folks.
2. Revolver (1966)
Primeiro álbum dos Beatles com a influência lisérgica. Apos turnês exaustivas e a pressão da fama, os Beatles decidiram parar de se apresentar ao vivo e se dedicaram inteiramente à gravação em estúdio.
Um dos primeiros álbuns do "rock psicodélico", com certa influência da sitar do Ravi Shankar (amigo do George Harrison) em Within You Without You", uma linda música. Com Tomorrow Never Knows, tivemos efeitos sonoros vom uso de loops e inversões e várias outros experimentalismos na música.
Beatles para se ser uma banda para massas irrascíveis com rosto de mulher e passa a abordar temáticas filosóficas mais profundas, com faixas como Eleanor Rigby", "Yellow Submarine", "Good Day Sunshine" e "Taxman". Letras sobre a passagem e valor da vida e formas de percepção da realidade.
3. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)
Esse é o álbum "Chico Buarque" dos Beatles. Se antes a psicodelia wra experimental, aqui ela é total. Eles criam uma banda alter ego a banda Sgt. Pepper, herdeira da banda de desfile mikitar
Contexto: Lançado no auge da era psicodélica, o álbum foi concebido como uma "performance virtual" de uma banda fictícia (os Sgt. Pepper's) e sua óbvia crítica admitia enfim o passado colonial e a rigidez de costumes e fazia uma ironia com a imagem de artistas devem ter.
Se eles são certinhos e modelo, também não provocam o riot esperado e esse álbum lançou músicas eternas ao gosto das pessoas, com uma capa icônica com diversas referências que influenciou muito o movimento da tropicália no Brasil com Caetano, Gilberto Gil e e os Mutantes (o Beatles brasileiro que tinha uma mulher no vocal e de quem o filho de John Lennon é fã). Sargent Pepper veio um ano antes de 1968, o ano mais jovem, radical e revolucionário do século XX.
Um álbum concentual com uso de uma cozinha musical com orquestra, bem na na linha da música latina e folk da época. Os Beatles queria perder de vez a fama de bons moços.
A faixa Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band lançava a ideia de que eles eram qualquer outra pessoa, a ideia foi do Paul que assina com sua marca de escrita característica tambem "With a Little Help from My Friends", "Lucy in the Sky with Diamonds" já trás a sempre psicodélica eterna de John Lennon.
4. The Beatles (White Album) (1968)
Não apenas o melhor disco dos Beatles, mas também aquele que desponta nas listas de qualquer pessoa ao falar de música ou rock.
Um álbum duplo, icônico, com uma capa totalmente branca. A banda enjoava dos rótulos de garotos de Liverpool e agora queriam fazer música para todas os públicos. Músicas lindas como Blackbird. Feito depois que a banda foi esrudar meditação transcendental.
O álbum queria mostrar os Beatles como músicos, usando assobios e outras sonoridades em músicas mais abertas e humanistas. Happiness Is a Warm Gun é uma faixa linda sobre não violência mas realismo. Já "Ob-La-Di, Ob-La-Da" foi a tentativa da banda de ensejar um reggae.
Eles não fizeram um reggae, mas emtregaram uma música muito diferente e divertida. Além de músicas como "Why don't we do it in the road" e "Back in the USSR", que parecem críticas absurdas ao comportamento americano, assimilando estilos sonoros americanos como Chuck Berry e Beach Boys , assim como "Rocky Racoon" também.
Já "While My Guitar Gently Weeps" é um introspecção de George Harrison que parecia prever o fim da banda. Até Ringo tem uma música boa no álbum, "Don't Pass Me By". Além de uma crítica silenciosa na música Rocky Racoon ao rock folk que na verdade é extremista e anti modernidade. Revolution há uma brincadeira, Paul diz pra não contar com ele na hora "no"e John Lennon diz "sim".
5. Abbey Road (1969):
Não foi o último álbum, mas foi o álbum mais lembrado pelas músicas e em parte da capa icônica deles atravendo a rua, a Abbey Road.
Embora não fosse o último álbum lançado pelos Beatles (esse título é de "Let It Be", de 1970), foi o último gravado em estúdio por todos os quatro integrantes juntos.
Apesar das tensões que já levavam ao fim do grupo, os Beatles se reuniram para criar um disco que fosse digno de sua história, deixando de lado as brigas por um tempo para se concentrar na música. O nome vem do estúdio Abbey Road Studios, onde a maioria de suas gravações foi feita.
É um álbum que retoma o conceito de medley (como se o álbum fosse uma música só), é sofisticado e contínuo. Hits individuais como "Come Together", "Something" é uma faixa romântica considerada por Frank Sinatra uma das melhores canções de amor de todos os tempos. Outra maravilhosa é Here Comes the Sun também do George Harrison.
O álbum mostra bem o que seria o último grande álbum dos Beatles, gravado no estúdio clássico que os consagrou.
A Beatlomania varreu o mundo de maneiras diferenças, pegando primeiro pelo frenesi e pela estética e se aproveitando aos poucos da maturidade dos seus artistas para cada um batalhar por seu espaço daquela que talvez tenha sido a maior banda de todos os tempos.
Pra terminar, Feliz dia do Rock!
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