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A Morte e a Donzela (Death and the Maiden, 1994): Como Roman Polanski retratou a herança da ditadura no Chile em filme com Sigourney Weaver e Ben Kingsley



A história desse filme fora da curva do Roman Polanski foi inspirado em uma peça chilena, se passa num país latino-americano pós-ditadura, com apenas três personagens: Paulina (Sigourney Weaver), o marido e um homem que ela reconhece seu antigo torturador que vem visitar o marido, após ele aceitar fazer parte de uma comissão de investigação em um país latino que acabara que voltar ao período de democracia. 


 Paulina Salas interpretada pela atriz Sigourney Weaver do filme Alien, o Oitavo Passageiro. Paulina foi presa, cega, torturada e violentada durante o regime. Nunca viu o rosto do torturador mas sabia pela voz quem era. Isso ocorreu porque um dia o torturador aparece na casa deles em uma dia que chove muito na estrada e falta luz. 




Ela nunca viu seu rosto por causa de um capuz que ele usava, mas nunca esqueceu a voz e a música que tocavam enquanto a agrediam: o quarteto A Morte e a Donzela, de Schubert. Uma música que fora usada para a torturar.  Conhecida como A Morte e a Donzela (Der Tod und das Mädchen), Quarteto de Cordas nº 14 em Ré Menor, D. 810, de Franz Schubert. 

O filme se dá quase que todo de uma vez. Um casal de classe média latino tenta voltar a rralidade de uma vida normal, mas na cmsoviedade e nem na vida havia essa normalidade. Paulina ainda relembrava seu marido de que enquanto estava presa e sendo torturada, ele estava nos braços de uma garota mais nova. Ela tentava esquecer isso, mas não conseguia. 





Ela faz jantar e come sozinha. Deixa um pedaço. A vida encaixa em uma nornalidade burguesa. Quando chega na casa deles um homem que quer conversar com o marido sobre a tal comissão que ele vai presidir, a esposa dele estava no quarto evitando ao máximo a visita. 


Até que ela resolve sair e rouba o carro da visita e o joga no penhasco já planejando sua vingança em detalhes. 





Em certo momento ao ela voltar acaba rendendo o próprio marido e o torturador e quer que ele obrigue a dizer o que ele fez com ela, quer que ele admita. Depois disso Paulina conta finalmente ao marido sua teoria e ele inicialmente não acredita nela. Depois ea acaba provando seu ponto e a eles são levados a constatação de que a polícia chegaria em breve pra verificar e que eles tinham que decidir se iam matar o cara ou não. 


O filme se passa entre Gerardo, seu marido e advogado, acaba de ser nomeado para uma comissão oficial que vai investigar os crimes da época da ditadura. Mesmo se passando por um país fictício, é óbvio que o livro chileno aborda aquela que foi a pior de todas as ditadura da América Latina. 

Já Roberto Miranda é o torturador, um médico educado, Paulina ouve sua voz, reconhece a música no carro dele: tem certeza absoluta quem ele é e sabe disso por causa da música. 


No fim do filme, ele admite tudo e não é morto.Todos se encontram em uma apresentação da mesma música de alta cultura, parecendo uma metáfora de que pelas artes a democracia se mantinha como um espetáculo social, a ideia de "novo pacto social".


 A peça que inspirou o filme foi escrita por Ariel Dorfman, coautor do clássico livro com Matelar, "Como Ler Pato Donald", que é um livro que busca explicar que os desenhos da Disney pensaram no público latino com objetivos de passar a ideologia americana para crianças, especialmente, pobres latinas. 


Já o elenco do filme conta atores de peso, como  a atriz de Alien que atua de maneira épica, dando todos os tons ao personagem, até os de loucura e violência como resposta. 


Há cenas onde ela tenta ela bate no torturador e tenta humilhar ela de todas as maneiras. Ele diz que tem família. O debate inteiro do filme reside em uma temática parecida com Ainda Estou Aqui, porque aborda a impunidade dos crimes da época do regime militar. Paulina faz aquilo porque ela acha que mesmo na redemocratização, todos os processos continuavam e ela estava certa. 


Muitos desses processos foram formas de investigar os abusos em comissões que eram feitas para acalmar a sociedade civil em torno da ideia de reparação. Existe a tentativa de se fazer justiça, mas há quem duvidasse que os resultados seriam efetivos. 


Em muitos países da america latina, antigos torturadores foram julgados por crimes contra a humanidade. No Brasil houve até mais relativização da justiça, vom a ideia de Anistia, eram "perdoados" os crimes de "ambos os lados"  



Filme dirigido com cuidado com cada compasso e com tensão de romance, tema e perspectiva profunda e dramática, dirigido até a última cena questionando não apenas o torturador, mas a fraqueza do líder comunista que era o marido de Paulina, que chega a admitir que a ama de todas as maneiras apesar de já a ter traído, porque ela foi mais forte do que ele e não entregou seu nome ao ser presa. Em uma das cenas mais emocionantes ela admite que pensou em fugir, que estava sendo presa no meio de uma multidão, ele disse quebseria suicídio, mas aí ela pensa que se fosse hoje em dia, ela fuguria, e termina falando pra ele que ela queria por amor, ver o futuro com ele por estar apaixonads e que acabou sendo brutalmente quebrada por dentro pela tortura, mudando de cabelo, humor, tudo.


 Já o torturador tem um discurso que muda o tempo todo. Primeiro ele nega, mas seus gostos o entregam, tanto a música quanto gostar de citar Nietzsche. Ele assume o que fez depois e diz que era o médico contratado para verificar se os presos estavam vivos ainda. 


Primeiro ele nega, depois admite que fez o que fez além de pressão dos colegas porque não havia mulheres em sua vida, se colocando como um ser nojento que ninguém queria tocar quando estavam a ponto de jogar ele do penhasco. 


Além de refletir com essa atriz a forte estupenda ds mulher de resistência e depois seu igual afinco e método em se vingar voltando ao ponto de questionar o marido, que demorou a acreditar na esposa e também ele não conseguiu matar. A cena final é uma metáfora da social democracia usando os gostos em comum para esquecer os traumas de gerações. 








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