A Copa do Mundo de 2026 segue trazendo emoções, surpresas e histórias que vão muito além das quatro linhas. De defesas espetaculares que transformam jogadores em fenômenos da internet, a resultados inesperados e contextos políticos e sociais que cruzam com o futebol, cada rodada revela um pouco mais do que esse torneio representa em uma escala global.
São tantos detalhes da lembrar. Copa do Mundo é um evento involuntário e mecânico, mas as últimas copas não foram tão divertidas assim. O problema dessa copa está sendo problemas de revistas de atletas considerados suspeitos nos EUA. A Cazétv está transmitindo os jogos de graça, mas tem um pequeno delay.
Um dos destaques mais inesperados até agora é Vozinha, o goleiro de Cabo Verde, que virou uma verdadeira sensação aqui no Brasil. Depois de fazer defesas incríveis e segurar o resultado contra a Espanha, ele ganhou milhões de seguidores no Instagram da noite para o dia. O cara recebeu convite de Ivete Sangalo e deu entrevista pra nossa TV Brasil (tv pública). Muito simpático e muito humilde.
Aos 40 anos, acima da idade padrão e com o apelido dado por ter sido criado por sua avó. Isso mostra que a convocação de goleiros poderia ter até chamado Fábio (que brilhou no Mundial de Clubes), ou John (ex botafogo). Alysson é bom, mas há melhores que ele.
Teve também o empate entre Japão e Holanda. Foi muito bom ver os japoneses mostrando um nível tão alto no futebol. Desde o famoso anime Os Super Campeões, que retratava um treinador brasileiro trabalhando por lá, já sabíamos que o país investia pesado na modalidade. Cabo Verde conseguiu empatar com Espanha.
Não por acaso, foi justamente na Copa do Japão e Coreia de 2002 que o Brasil conquistou o seu pentacampeonato. Curioso lembrar, porém, que em mundiais anteriores a nossa seleção já foi eliminada pela própria Holanda.
Outro caso que chama a atenção é o do Irã: até o momento, a equipe ainda não perdeu nenhuma partida, mas vive uma situação conturbada fora de campo. Os jogadores têm enfrentado interrogatórios e até protestos contra a própria seleção dentro do país. Há também uma ligação política: a trégua entre Estados Unidos e Irã foi firmada pouco depois de os americanos sofrerem sucessivas derrotas na região do Estreito de Ormuz.
Áustria venceu a Jordânia por 3 a 1, numa partida que passou de madrugada por aqui e, mesmo assim, surpreendeu por ser bem disputada e de bom nível.
Em breve teremos Croácia x Inglaterra, e não dá para esquecer do episódio inusitado com a seleção inglesa: todos os seus equipamentos e materiais de treino foram roubados logo no início da competição.
Quanto ao Brasil, empatou com o Marrocos por 1 a 1, com Vinícius Júnior finalmente aparecendo para decidir a partida. No começo, o time marroquino cheio de jogadores que brilham na Champions League como o Achraf Hakimi, e eles dominaram completamente o jogo no início, apenas melhorou ao colocar Luiz Henrique e Danilo, mas tenho dúvidas sobre a entrada de Matheus Cunha.
Só na segunda etapa o Brasil conseguiu inverter a pressão, mas não foi suficiente para virar o placar. Mas vale lembrar que Marrocos é uma potência em ascensão no futebol. Não seria fácil mesmo.
A situação gera muita insatisfação entre os torcedores brasileiros. Há vários motivos: pela primeira vez na história temos um técnico estrangeiro no comando, e a convocação deixou de fora nomes que muitos consideram fundamentais, como Igor Jesus (Nottingham Forest) e João Pedro (Chelsea).
Sobre João Pedro, entende porque ele eliminou seu próprio clube de origem (o fluminense) do Mundial de Clubes. Mas se é sobre cancelar os vendidos, não entendo manter Neymar e Paquetá. Se eu fosse o Ancelotti, colocava Eldrick, Luos Henrique e Vini Jr. Pena que Martinelli do Arsenal que está no banco. Gabriel Magalhães é do Arsenal também, enquanto Marquinhos é do PSG.
Já Luiz Henrique, que joga no Zenit da Rússia, parece estar sendo muito mal aproveitado na equipe. Deixaram de convocar também muitos outros jogadores e teve a lesão do Wesley. Neymar não merece comentários. Sabemos que só se ele incorporar o espírito de Garrincha e Pelé juntos, com as benças do melhor pai de santo. Nele eu não acredito não. Mas toda a sorte aí. Não vou torcer contra.
A seleção continua girando em torno de Lucas Paquetá e Raphinha (que estava muito bem meses atrás salvando a seleção e agora aparece congelado e não acerta ao gol), quem tem mostrado um nível tão alto quanto o de Vini Jr., é Endrick e Luiz Henrique, confesso que precisei mudar de opinião: o rapaz mudou da água para o vinho depois que foi para o Lyon.
A seleção tem solução? Talvez não, é a maldição do maior campeão. Mas certamente, não explica porque tem tantos jogadores brasileiros tão atuantes nas maiores ligas do futebol mundial. Mas isso não reflete em futebol.
A transferência que saiu do eixo Palmeiras-Real Madrid foi, na verdade, o momento exato para ele amadurecer como jogador e como pessoa. Quem viu o menino que já foi alvo de brincadeiras por ser fã de Bobby Charlton hoje se expressando com tanta naturalidade em francês, percebe a evolução completa daquele garoto.
Teve ainda o empate entre Uruguai e Arábia Saudita. No futebol, a gente sempre acaba torcendo para o mais fraco, é essa a graça da competição. Mas nesse caso, o carinho pelo Uruguai veio também por outro motivo: se olhar a lista, metade do time atual deles é de jogadores que atuam no futebol brasileiro.
Tem Canobbio, do Fluminense; De La Cruz e Arrascaeta, do Flamengo; além de vários atletas do Palmeiras. Foi bom ver tantos nomes da nossa liga representando outro país, mesmo que o resultado final tenha ficado no empate.
E a arbitragem? Continua muito ruim e não expulsa as "grandes estrelas" mesmo quando elas vão na canela do adversário. Tirando o fairplay do jogo.
Foi legal saber que foi a torcida brasileira a maior de todas na Times Square, e conseguiram vender cerveja e ainda pagar no pix (sistema de pagamento online e automático).
E por fim, Brasil vai encarar o Haiti, os dois países tem ligações históricas, pela missões feitas pelo exército brasileiro. Teve um jogo em 2004 amistoso que foi feito pra ter cessar fogo da guerra civil do país. Mais de 10 anos depois, o Haiti agora é uma seleção muito melhor do que aquela. Vai ser uma partida interessante. Esse jogo foi uma goleada, já não vai ser igual agora, sabemos.
A França ganhou de Senegal muito por causa de Mbappe, que como tem 27 anos, provavelmente vai ainda fazer novas marcas. Agora, Portugal vai empatando com Congo, está 1x1. Claro que para o Brasileiro, é automático torcer pro Congo.
Atualizando o bolão, eu queria uma partida Argentina e Alemanha, França e Brasil. Por fim, se fosse pra escolher um campeão esse ano, escolheria o Japão, porque eles foram a seleção que mais treinou e quer de todos. Mas fico feliz com a França se pensar de maneira realista.
Por fim, a gente torce pelo "jogo bonito" e pelo fairplay e claro, pelo "Davi x Golias". Eu acho que o Brasil está pagando ainda pelo gato expulso de uma coletiva de imprensa anos atrás. Foi ali que tudo começou.




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