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A Globalização segundo Milton Santos: Do Centro à Periferia na Economia Mundial




Milton Santos foi um geógrafo, formado em direito que escreveu muito sobre território e globalização. Sua teoria é uma das principais brasileiras no século XXI e ajuda a explicar os perigos, mas também vantagens da globalização em um mundo desigual e neoliberal. O que a essa teoria ajuda na compreensão da globalização e da economia do sistema mundo moderna? 


Em seu livro "Por uma outra globalização" Milton Santos analisa alguns aspectos importantes da globalização, primeiro, que ela não é homogênea, e é dividida entre países do centro financeiro países ricos, do comando técnico financeiro, das empresas de crédito internacionais, com "tecnologia de ponta" e espaços esquadrinhados e divididos em dois circuitos, o superior, globalizado, "os de cima" versus  os ditos "inferiores", subordinados, excluídos dos investimentos em geral. 

Mas para muitos países, encontrou-se uma facilidade nesse processo ao enriquecer elites locais que mantém antigos esquemas de dominação financeira. Muitos argumentam sobre a "longa duração" da globalização, pensando que o colonialismo já era em parte feito da mesma maneira. 



 A globalização teria três fases, primeiro viria como promessa, a primeira de um mundo integrado,  e trans midiático e igualitário, seguido pela perversidade da desigualdade e da exclusão, e por fim,  a probalidade e possibilidade frente ao capitalismo tardio e ao mundo globalizado mas profundamente neoliberal.


 A visão é de que o desenvolvimento local ficaria solapado e prejudicado face ao novo mundo globalizado, de economias de exportação e de manufaturas. Também seria criada uma dependência estrutural de alguns países pobres aos países ricos. 



 

Apesar disso, a teoria de Milton Santos teve pontos que podem ser atualizados para a realidade de hoje em dia. Principalmente na definição de quem seria "centro" e quem seria "periferia" nos últimos tempos. Se pensarmos, a sociedade americana não encaixa nisso, já que os "subúrbios" para eles são locais entre ricos, médio ricos e intermediários que pagam pra se isolar ou entediar. 








A dependência tecnológica visa ajular o desenvolvimento local e próprio e qualquer substituição de importação é muito difícil ao mercado interno. A indústria do vídeogame é um exemplo disso, com patentes quebradas no Brasil desde a época do Regime Militar. 


A dependência da tecnologia dos países desenvolvidos relega aos Brasil lugar de matéria-prima e exportação de minérios raros e não de produtora de tecnologias de vanguarda. Por isso que a Petrobrás é tão importante. 

Mas no Brasil, ás vezes, o sul e sudeste significam riqueza automaticamente na cabeça das pessoas, mas a zona indesejada de se morar em São Paulo é no sul, a zona mais pobre, quebrando um pouco dessa noção automática de quem é rico e quem é pobre. 

No Brasil, a favela é um lugar com menos estrutura, mas é uma estrutura de local que visa ficar perto do centro, mostrando talvez os limites dessa teoria, pensando locais como a favela da Rocinha, Vidigal, ou favelas próximas a zona sul (no sentido carioca do termo). 

A antiga escala dos países desenvolvidos versus os países em desenvolvimento mudou para focar em analisar outros indicadores de riqueza e desigualdade social, como o coeficiente de gini, por exemplo. 
 
Nas próprias nações ricas, há a marca do "centro" e da "periferia". E a pobreza não acaba apenas fechando os olhos para ela. Ela é sintomática e ressoa em todos os outros aspectos da sociedade. Nos últimos tempos, Brasil melhorou no IDH, piorou na distribuição de riqueza, nos sentido de aumentar a diferença dos "muito ricos" em relação aos pobres.  


 A produção na globalização respeita uma certa unicidade, cads peça de um lugar, montado em outro lugar. Vários países, e os locais se produção são pensados em fábricas em locais que podem baixar o preço da produção. 






O que da antiga visão não faz mais sentido. A antiga versão ficou simples pra explicar a ascensão da China, Índia, Brasil, Turquia, Coréia do Sul mostram países muito ricos, mas que mantiveram internamente grande parcela de índice de desigualdade, mantendo periferias dentro de países em franca ascensão. 


Na antiga visão, o Primeiro Mundo (ricos e desenvolvidos) x o chamado Terceiro mundo (subdesenvolvidos). Era uma visão que analisava apenas renda/PIB per capita e mantinha a ideia fixa de que “ricos sempre ricos, pobres sempre pobres”. 


 Tem aquela frase boa que diz "ninguém come PIB", mas francamente, não é o PIB o índice de toda a riqueza produzida? O mundo moderno viu a ascensão de países que mesmo ás vezes com PIB baixo conseguem bom IDH, como Cuban o Sri Lanka, a Costa Rica e o Uruguai na América Latina. Esse não é o caso do Brasil. 
 
 
A crise ambiental e a Revolução Digitam convivem agora como a realidade da construção de data centers, mas serviu pra organizar as pautas progressistas que ficavam a deriva antes esperando uma centelha que a reativasse. 

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Apesar de toda a crença na democracia digital e na cultura do compartilhamento, esbarre nas intenções das grandes corporações (em sua maioria, americanas), que tem interesse de manter a dependência tecnológica por ser uma forma de vantagem de mercado em alguns setores. 

Você vende mais de um produto, se apenas você sabe como fazer ele. A indúatria de carros sempre demonstrou o exemplo de um país rico. Os EUA unidos perdeu isso nas últimas décadas, Ford não é mais ponta de tecnologis e isso refletiu em uma falta de "gás" e orgulho da própria economia dos EUA da última década. 


A outra possibilidade, o que Milton Santos dizia sobre o futuro: pensando em uma nova globalização, uma que fosse com foco no ser humano. Quando a globalização antiga seria uma forma de dispersar a aglomeração, a forma de segregacão clássica entre centro e periferia. Agora, até a periferia entra no esquadrinhamento de controle de populações. 

Milton Santos alertava que o progresso humano em geral convivia com essa ideia de uma unicidade da técnica, a convergência dos momentos e do próprio conhecimento do planeta como um todo. Mesmo com mudanças na econômia mundial, ainda é básico e estrutural para entender o capitalismo moderno e suas relações entre territórios feitas por Milton Santos. 






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