Robinson Crusóe acompanha a jornada de Robinson, um jovem inglês que desafia os conselhos da família para seguir o chamado do mar. Após uma sequência de viagens marcadas por ambição, comércio e perigo, ele sofre dois naufrágios, e acaba chegando em uma ilha isolada que vive por anos, na companhia de um amigo, um nativo, Sexta-feira, que havia salvado uma vez. Robinson Crusoe tornou-se um dos romances mais influentes da literatura ocidental, publicado originalmente em 1719 por Daniel Defoe, da Editora de Oxford.
Em Robinson Crusoe, é natural a escravidão, mesmo ao aventureiro. Isso é uma camada de susto que uma leitura moderna pode trazer ao clássico.
A saga de um homem que ao se dar ao luxo de não poder trabalhar, resolveu caçar aventuras. Aprendendo tudo sobre a expertise dos marinheiros, todos os conhecimentos matemáticos empíricos.
Em sua primeira viagem, teve um encontro com piratas na costa da Guiné, conheceu piratas turcos e se tornou escravo, escapando depois de 2 anos. Ele foi escravo do capitão do barco. Depois de fugir, embarcar em um navio português e segue em direção ao Brasil.
Robinson Crusoe entra para a história, como um dos primeiros romances, com importância por falar do indivíduo e dos desafios ligados ao existencialismo ou destino na vida. Como em Odisséia, o gênero da literatura já havia o germe da ideia do estranhamento do contato entre culturas distintas.
A ideia de escolha do destino e ao mesmo tempo de privilégio do homem branco é algo muito presente em uma análise moderna desse clássico. O debate sobre indivíduo, destino e vocação na sociedade.
Se em Moby Dick, aquilo que você ama se transforma naquilo que você odeia por profissão, a aventura em Robison Crusóe é a ideia de passar "perrengue", aprender a se virar e de viver um dia de cada vez. Tem a ver com a vocação e a forma de vida de cada um.
Outro livro parecido é em termos de debate filosófico é Moby-Dick, escrito por Herman Melville, é um livro maravilhoso do gênero de aventura. Tem o personagem do Pequod, que lembra o personagem do Sexta-feira.
A historia é sobre Jim Hawkins que embarca na fragata espanhola para encontrar o tesouro perdido do Capitão Flint. Também é sobre aquilo de embarcar em aventuras, aqui o protagonista é fascinado por aquilo que vem a odiar e tentar matar depois. Parecido com o debate do sentido da vida e vocação proposto na linha da literatura de Robinson Crusoe.
O debate sobre vocação, identidade e existência é moderno e antigo ao mesmo tempo. Vale lembrar A Odisséia e a saga de Ulisses pra pensar nisso. O tema de aventura e de exploração sempre fez parte da literatura. Mas a descoberta do "Novo Mundo" trouxe consigo uma visão de antes de depois do mapa mundi muito grande.
O livro é narrado em primeira pessoa e conta as aventuras de Robison Crusoe, inspiradona história real do marinheiro escocês Alexander Selkirk. Em 1704, após discutir com seu capitão, pediu pra ser deixado na ilha desabitada Más a Tierra (hoje chamada Ilha Robinson Crusóe).
Selkirk viveu lá por 4 anos e 4 meses. Ele usou recursos naturais, construiu suas próprias cabanas com madeira e caçou cabras selvagens para se alimentar e fazer roupas, assim como o protagonista desse livro do Daniel Defoe.
Eu li esse livro apenas recentemente, e me lembrou muito o livro da Maria José Dupre, A Ilha Perdida.
Sobre o gênero de aventura, existem muitos livros parecidos, Treasure Island, Moby Dick, no sentido de aventuras e debate sobre vocação e vida, The Last of the Mohicans e até em certos momentos de O Guarani (pela sua ideia de fundação histórica). Lembra também aquele jogo de The Sims, o Castway.
Moby Dick tem o tema da vocação e da exploração em comum. Enquanto Moby Dick reflete diretamente sobre amar a baleia e depois caçar a baleia por virar do grupo de caçadores, do mesmo jeito, ao ser salvo pelos portugueses, Robinson Crusoe vira dono de escravos.
Primeiro, ele acabou viajando na costa da Guiné, virou escravo um capitão e fugiu depois de dois anos para se tornar. Sozinho por quase vinte e oito anos, Crusóe transforma a sobrevivência em civilização e aprende seu novo próprio motivo de existência ser estar isolado de todo o conhecido, ele constrói abrigo, aumenta suas provisões, cultiva a terra, domestica animais e reorganiza o próprio mundo com disciplina quase obsessiva.
Escreve em seu diário de viagem essas impressões e desafios da vida diária de recolher ervas, frutas e mantimentos e de gerar sua própria cerâmica, potes e panelas, criar animais, aumentar a cerca por medo de invasão.
Mas o verdadeiro desafio não está apenas na natureza selvagem está no confronto com sua fé, sua consciência, seus valores e a necessidade humana de companhia.
Quando sinais de outros seres humanos surgem na ilha, ele começa a ter medo por estar sozinho de novo, ele naufraga duas vezes. Tem esse medo de ficar sozinho que ele supera aumentando sua segurança e fazendo artesanatos diversos, como a construção de jangadas, por exemplo.
Esse livro aborda muito sobre a empresa do colonialismo enquanto ideia moderna do indivíduo, essa ideia do "fardo do homem branco", ou a própria falta de conciência desses "lançados" faz parte da própria leitura moderna que podemos fazer nesse clássico. Depois
Depois de seu segundo naufrágio ter ocorrido, pois depois que chegou ao Brasil e fez fortuna, foi em busca de mais escravos para seu engenho de cana de açúcar, que provavelmente ficava entre Bahia ou Pernabuco pela descrição.
Robinson Crusóe salva um nativo, ele o nomea de Sexta-feira, pois foi quando se conheceram. Ele é salvo novamente ao ver um grupo de ingleses e dai volta a civilização depois de quase 28 anos de isolamento.
Ao chegar na inglaterra no fim do livro, depois de uma sequência de suga épica, porque haviam amontinados contra eles, ele descobre que estava rico devido aos seus investimento no Brasil e fica muito rico e Sexta-feira, o nativo, tem problema em se adaptar a Europa devido ao clima e a cultura, o nativo se arrepende de ter ido pra lá.
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| Crusóe faz seus próprios utensílios de cozinha. |
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| Crusoe enche sua jangada com suprimentos do navio naufragado. |






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