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A Empregada (2026): Um dos melhores lançamentos dos Estados Unidos nos últimos tempos

 


Millie, uma jovem com um passado difícil, aceita um emprego como empregada doméstica na mansão de um casal muito rico, na esperança de um recomeço. Mas aquilo que parece ser uma oportunidade perfeita logo se torna uma experiência muito mais complexa e perigosa, quando ela percebe que a família Winchester esconde segredos perturbadores por trás de sua fachada elegante. Sydney Sweeney como Millie (a jovem protagonista). Amanda Seyfried como Nina Winchester. Brandon Sklenar como Andrew Winchester.


Um filme com duas loiras impactantes, com seios largos, e desejadas por todos, se formos sinceros. Fui assistir esse filme como a sufragista da temperança que vai ver um filme de louvor ao álcool e aos homens. A surpresa desse filme que vai desde de ser uma adaptaçao literária, até a sua produção custeada pelas duas atrizes. É um filme muito bom. 

 



Eu não gosto da Sydney por achar que ela sinalizava ideologicamente muito para a direita. Um filme dela antigo "Os Observadores" de 2021 com Justice Smith. Um filme que para mim soou como derrotista, racista e sem ponto. 




Foi interessante que demoramos a conhecer a extensão da metáfora construída. Vemos o marido da mulher depois, então não observamos a evolução dos sinais que demonstravam naquela casamento sinais de abuso e toxidade. 


Mas estavam lá. Primeiro somos levados a ver a "loucura" da personagem da esposa, apenas depois vemos que havia sido um plano da própria esposa parar fugir do marido abusivo. Nisso o filme surpreendeu por ter um bom roteiro. Algo que filmes americanos estão em falta. 

Esse filme novo embora a primeira vez pudesse ser apenas mais um "besteirol sentimento" americano. O filme homônimo foi adaptado de um livrode suspense escrito por Freida McFadden. O livro de suspense e thriller A Empregada. A autora inclusive, é médica. 

A indústria americana está em frangalhos. Sinners que todos indicaram e que é bom até a metade do filme e depois vira um musical sem sentido e racista. A Battle After Another também não é muito bom. Enfim, esse filme, que parece por sua vez muito influenciado pela novela "Avenida Brasil". 


Vamos ao filme, vou tentar não dar spoiler porque esse filme merece mesmo ser visto e que se tenha cuidado com ele. No início vemos que Nina é uma mulher traumatizada e "louca". Mas o engraçado é que por gostar mais da Amanda eu não consegui ver ela como má em momento nenhum. Aqui vai uma pista, se a sua esposa quer contratar Sidney Sweeney para empregada, desconfia, que tem caroço nesse angu.


Ao longo do filme, temos essa coisa meio "literotica" do óbvio tom de uma roubar o marido da outra, mas espera. Quem disse que Nina queria estar em seu casamento? Essa era a pista. 



Filme bem filmado, diálogos bons, estrutura complexa e explicada. O diretor que normalmente era de comédias românticas sabe aterrorizar quando o filme ganha contornos de filme de terror. 

As cenas finais são emocionantes e parece que até sequência confirmada desse filme vai ter. Gostei do protagonismo feminino, da inversão romântica, a união entre as duas depois. Tudo foi diferente do óbvio. O primeiro filme realmente bom de Sydney Sweeney e Amanda mostrou uma maturidade enorme e uma atuação muito boa também, mostrando uma consolidação e uma mudança do arquétipo de filmes e séries que viu enquanto atriz jovem. 




Até agora, acreditem se quiser, o melhor filme americano do ano. Não é previsível, mas faz você pensar junto com a tela. Você reage ao filme naturalmente. Além de realmente se transformar em uma história de independência feminina. 


É uma adaptação de livro, teve dinheiro de produção das atrizes e teve sim um final surpreendente que vai contra o que se pensaria de início para um filme assim. 





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